Palpitar
Nesse marasmo, sem rolos, sem bolos, sem encaixar em nada, sem suspirar... Nesse vazio no peito, completo, insensato, modesto. Se vê outra vez viciada em livros, romances, dramas, princesas e castelos, contos de fada. Só para fazer seu coração palpitar mais uma vez. Mais forte. Mais forte.
O que pode fazer? Se calou-se mais uma vez nesse momento. Se deixou ir, não fez nada, o que podia fazer? Deixou ir. Vá. Arrepende-se na primeira vez. E por isso, ficou na completa destruição. Se viu no silêncio, parada, agachada, encolhida sobre a dor apagada. Se viu pelo espelho. O coração estático. Sem pular, saltar, aquecer e lhe fazendo corar.
Como cansa essa situação sem graça, parada, sem ato, sem emoção. O silêncio lhe mata. E somente a leitura lhe acalenta da fúria que sente. Acabou. Acabou naquela tarde, chorosa, chovida, mexida... Foi e virou na esperança de não mais querer voltar.
Queria que ele dissesse, falasse e fizesse o que ela não pode fazer.
Mas, quem sabe? Quem sabe como funciona o coração de uma mulher?
Escondendo-se entre contos e histórias.
Esse coração sem palpitar. Ah, como as mulheres amam o som do palpitar de seus corações. E mesmo quando negam, sabem... Que o som lhe agrada mais que tudo. Como anseia que se palpite, apenas para fechar os olhos e ouvir o som.
Ah! Berra, uma noite de insônia qualquer.
Como anseia e quer esse maldito som. A música do coração batendo é quase uma canção tão melódica quanto o canto dos pássaros no amanhecer.
Chega de poesia.
Não é só romance.
Não só porque se apaixona, deseja e anseia o amor.
Porque desejá fazê-lo.
Amaciar, amassar, rolar, roçar...
Quantas formas há de palpitar.
Ah, mulheres. Como eu, como elas, como ela... Todas querem um palpitar.
O que pode fazer? Se calou-se mais uma vez nesse momento. Se deixou ir, não fez nada, o que podia fazer? Deixou ir. Vá. Arrepende-se na primeira vez. E por isso, ficou na completa destruição. Se viu no silêncio, parada, agachada, encolhida sobre a dor apagada. Se viu pelo espelho. O coração estático. Sem pular, saltar, aquecer e lhe fazendo corar.
Como cansa essa situação sem graça, parada, sem ato, sem emoção. O silêncio lhe mata. E somente a leitura lhe acalenta da fúria que sente. Acabou. Acabou naquela tarde, chorosa, chovida, mexida... Foi e virou na esperança de não mais querer voltar.
Queria que ele dissesse, falasse e fizesse o que ela não pode fazer.
Mas, quem sabe? Quem sabe como funciona o coração de uma mulher?
Escondendo-se entre contos e histórias.
Esse coração sem palpitar. Ah, como as mulheres amam o som do palpitar de seus corações. E mesmo quando negam, sabem... Que o som lhe agrada mais que tudo. Como anseia que se palpite, apenas para fechar os olhos e ouvir o som.
Ah! Berra, uma noite de insônia qualquer.
Como anseia e quer esse maldito som. A música do coração batendo é quase uma canção tão melódica quanto o canto dos pássaros no amanhecer.
Chega de poesia.
Não é só romance.
Não só porque se apaixona, deseja e anseia o amor.
Porque desejá fazê-lo.
Amaciar, amassar, rolar, roçar...
Quantas formas há de palpitar.
Ah, mulheres. Como eu, como elas, como ela... Todas querem um palpitar.



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