Era um tal de...

...me abraça, me rela, me joga, me faz... E no fim me desfaz. Eu fui que fui nesse vai-e-vem e vem-e-vai. Fui porque queria ir, não só porque estavam me jogando. Mirando-me mais um pouquinho, desse jeitinho... Tão meiguinho. Fiz cara de séria e pedi: pára, pára. Mas, já íamos tão entrelaçados, jogados, partidos que eu desistia de insistir. Queria porque queria e pedia sem mesmo abrir a boca, porque eu sabia lá no fundo e como sabia que sabia o que eu queria. Para que gastar saliva? Se lia meus olhos, lacrimejados, chorosos, tão brilhantes e tão intensos... Pedindo, pedindo... Dizendo. Nesse imenso silêncio. Ouvia-se o que eu pensava, o que eu ia querer ou não. Mas, nada importava. Porque vontades eu tinha, mas não me obedecia. Mandava. Impunha...


Eita, que vai. Não vai. Aconchega. Chega mais. Abraça, aperta, amassa... Faz gritar. Porque não me importa a hora, o dia, o tempo que está passando... Não. Eu sei. Eu quero. Eu tenho certeza. Desliza. Complica. Complica, mas só para eu poder descomplicar. Desgrenha meus cabelos, mas só para depois pentear. Beija-me cada canto, qualquer lugar, qualquer lado, qualquer contrário. Faz palpitar. Faz palpitar esse coraçãozinho bobo, tolo, tão querido, tão desperdiçado. Vem, faz, desfaz... Sussurra. Sussurra quase para que eu não possa ouvir. Só mexa os lábios, tão de leve, tão pouco, só para interpretar. Desvenda, você sabe desvendar. Cada parte, cada nuance... Eu sei, eu não preciso falar. Sabe... E bem sabe. Não há necessidade de palavras... De fala, de escrita, está tudo no ar.


Leia-me. Como sempre me lê. Leia-me mais uma vez. Mais uma outra vez. Não pare, comece e recomece. Porque aqui mora o gosto, o sabor, delicioso... Dessa falta do que dizer, porque nunca, em nenhum momento ou instante houve alguma necessidade. Necessidade de transformar pensamentos em algo exterior. O que se pensa fica na mente e passa para os braços, dedos, olhares... Tão completamente que me deixa sem ar. Gosto disso, das entrelinhas... Tão sucintas, tão transparentes, imperceptíveis... Mas, tão presentes. Então, fique aqui. Fique aqui nesse tal de ir-e-vir. Nesse tal de tudo e um pouco. Nesse tal de querer mais... E mais, e nunca ser suficiente.

Comentários

Phil disse…
Dani tah malandra hj tb neh xD

Legal o texto dani, um pouco inspirador tb =P

Bjo

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