Resolvi poetizar...

Hoje eu não estou muito inspirada, mas queria vir postar algo então resolvi mostrar alguns poemas - sem muita lógica a maioria, que fiz recentemente. Vamos ao primeiro. Ele abre minhas inspirações:




Abra a porta lentamente

Você é benvindo

Abra a janela com delicadeza

Deixe o ar entrar


Vamos respirar o mesmo ar




Eu estou sentada olhando

Para fora

Vendo as aves voarem

Ao longe no céu




Tão lindos e livres

Sente do meu lado

Vou te esperar

Dê-me suas mãos

Entreçando-as nas minhas

Encoste sua fronte na minha



Hey, vamos ver as aves voarem

Livremente lá fora




Sinceramente eu não sigo um pingo de métrica ou rima, eu simplesmente escrevi, fazendo o mal de repetir a palavra minha uma após a outra e na linha debaixo ainda por cima. Mas, ela que veio me trazer inspirações.


Razão parta-me agora
Divida-me agora
Me faça ver a luz
Não apaga a consciência
Me mostre tuas sinceras verdades



Teus fatos concretos
Desmoralize o perdão
Castigue o emocional
Deixe-o trancado

Porque ele me leva à loucura

Ele não se satisfaz
Sempre quer mais
Deixa-me no breu
Da tolice e da ignorância

Castiga-o logo
Antes que tu partas,
E me deixe só
Com esse traiçoeiro



Sinceramente por mais que eu fale de razão nesse poema, eu não sei bem se é escrito com razão. Eu o amo de paixão. Parece-me sempre como um pedido sofrido. Alguém emocionado que busca pensar com mais racionalidade, e por isso acaba por se tornar tão racional quanto realmente quer ser. Ok, eu juro que não estou viajando na maionese... Eu acho.

Por que fizeste isto com quem
fizeste juras de amor outrem?
Enganaste sem ter tido um único
pingo de dó ou piedade.

Esmagou-me contra seus dedos
Esqueléticos e pontudos
De unhas manchadas pelo sangue
De seus amantes
Esmagou-e como fizeste com os seus

Por que destrata tanto aquele que
Lhe oferece um ombro amigo
Nos seus momentos de fraqueza?
Ou o tolo que te beija a face
Quando necessistas de afeto

Pobre de mim, pobre diabo
Cego por sua sedução vil

Detesto-me de hoje em diante
Por que não valorizaste meu afago
Quando te quis beijar e afagar
E não a comer em uma só bocada
Fazendo-a definhar em minhas entranhas?

De hoje em diante, portanto, odeio-te.



Eu li um poema de Bocage e me inspirei. Vai entender...



A Maldade


As suas palavras vãs me alcançaram
O teu riso amarelo coloriu-me
O teu aperto frouxo me arrepiou
Por que escolhes hoje?
Hoje como o dia do juízo
Para recitar poemas
E mostrar o leão que
Se guarda dentro de tua carne
Para explodir
Invadindo o meu espaço
O meu mundo
À parte, excluído
Acanhado, Tímido
Explodindo num gozo
De excitação e prazer
Deliciando-se com o mal
A maldade me cerca
E que guardo com carinho
Prometendo lhe mostrar
Para que juntamos
Possamos o mundo
"Maldar"


Eu gostei desse poema também... Se isso pode ser considerado um poema... Não sei.

No more sex appeal


Menina, seu sex appeal
Acabou-ou-ou-ou
Não adianta pedir
Ele não vai voltar
Já lhe caiu tudo
Pode chorar

Rega braba não resolve
Choro também não
O jeito é chamar o Doutor Hollywood
Ou Jesus pra "milagrar"

Se a coisa ainda não resolveu
Lamento por você
O esquema é ficar escrota,
Aprendendo a cantar e dançar
E se vender no circo pra faturar

Eu confesso foi um bom momento de brisa... Agora o último dessas últimas 3 semanas que se passaram.
O ser Vil
Inventei o verbo vilar
Você é vil!
E vil quer me tornar
Vila aqui
Vila
Vila até cansar
Até vil vir a me transformar

Não se cansa
Não descansa
Vai Vilando
Maldando
Ajeitando
Do jeito que bem quer
Só quer vilar-me

Mas vil não quero ser
Ser vil como você
Que vê vilalidade em tudo
Até em meus atos bons
Porque pra você lhe compensa
Ser eu vir ser

Ok, lembrando o verbo vil não existe e nem maldar. Eu inventei.



















Comentários

Unknown disse…
Eu sou um dos seres que foi capaz de ler xD Adorei as poesias.Continue viu? Agora que voltou, não pode parar,como havia lhe dito.Sempre estarei por aqui comentando e,se precisar,é só chamar ^^
Unknown disse…
Eu fui capaz de ler inteirinho! cada caractere!

Parabéns peça capacidade de organizar tão bem as palavras.

A voz dos seus poemas me parece meio depressiva. Ainda bem que te conheço, sei que não vai tentar suicídio! haha

Mas gostei bastante! Continue!

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