Eu vou...

 



Ontem, gritaram comigo, de novo

E eu pensei: o que fiz de errado?

Entendo que os tempos não andam fáceis 

E parece que está todo mundo meio louco

Mas, vou te dizer: não nasci para capacho!

Não esqueci que já colocaram palavras em minha boca

Mais uma vez, dizendo o que eu devia pensar ou fazer

Falando sobre meus sonhos e metas, tanto faz

Quando tudo o que eu queria era um pouco de PAZ

Ninguém sabe o que o outro está passando

Enterramos mais um sem nos despedir

E a convivência não anda tranquila 

As mentes andam aflitas

O futuro nunca pareceu tão incerto

E eu só quero sorrir e fingir 

Mas, a pressão chegou e meu corpo sucumbi

Porque a vista turva e a mente inebria

Parece que estou andando numa névoa sem fim

Ao mesmo tempo quero mais

Ao mesmo tempo não me sinto capaz

Segura a minha mão e diga: vai!

Vai ficar tudo bem

O medo é certo, a coragem também

Eu sei que há algo em mim dizendo para ir

Então, eu simplesmente, vou.



 



 









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